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segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Livro: O Morro dos Ventos Uivantes | Autora: Emily Brontë.



O Morro dos Ventos Uivantes (1847), obra-prima da inglesa Emily Brontë, é um dos grandes clássicos da literatura mundial. Adaptado para o cinema inúmeras vezes, a história do amor intenso e turbulento entre Cathy e Heathcliff continua a arrebatar os leitores década após década. A narrativa se desenvolve na região inóspita onde se encontra a mansão que dá nome à obra, e possui traços góticos que aproximarão o leitor moderno. Cathy e Heathcliff desenvolvem, logo que se conhecem, uma afinidade que ultrapassa as convenções sociais, as diferenças de gênero e até a morte. 





#Resenha | O Morro dos Ventos Uivantes | Autora: Emily Brontë | Tradução: Ana Maria Chaves | Narração: Ana Maria Moraes | Duração: 12h38min | Editora: Martin Claret | Nota: 5⭐

Clássico da literatura, O Morro dos Ventos Uivantes traz uma história de obsessão disfarçada de amor, com personagens ambíguos, narcisistas e destrutivos.

Ao procurar abrigo de uma tempestade em Wuthering Heights, Lockwood, novo inquilino da região, acaba descobrindo uma história sombria de rancor, vingança e uma obsessão que atravessou gerações. É pela voz de Nelly, governanta da casa e testemunha da história desde a infância de Cathy e Heathcliff, que conhecemos grande parte dessa trama. E ela está longe de ser uma narradora imparcial, já que seus próprios julgamentos e preconceitos influenciam a forma como enxergamos os acontecimentos.

Cathy é egoísta, impulsiva e manipuladora. Ela sabe o que quer, mas muitas vezes toma decisões pensando primeiro em si mesma, mesmo quando sabe que pode machucar outras pessoas.

Heathcliff, por outro lado, cresce sendo desprezado e vítima de preconceito, o que ajuda a explicar, mas não justifica, a crueldade que desenvolve ao longo da história. Sua relação com Cathy é intensa, mas também marcada por ressentimento, rejeição e vingança.

E foi justamente isso que mais me chamou a atenção: Cathy e Heathcliff não são um casal para ser romantizado. Eles têm uma conexão muito forte, mas intensidade não significa amor saudável. Eles se desejam, se ferem, se manipulam e acabam levando outras pessoas para dentro das consequências de suas escolhas.

Também gostei muito da atmosfera da narrativa. A região inóspita, o clima sombrio e os elementos góticos combinam perfeitamente com a história e parecem refletir os próprios personagens.

A leitura pode exigir um pouco mais de paciência por causa da linguagem e do ritmo da época, mas, para mim, valeu a pena. Mesmo com personagens difíceis e cheios de defeitos, é uma história fascinante e que se tornou uma das minhas favoritas da vida.

No fim, O Morro dos Ventos Uivantes é muito mais uma história sobre obsessão e as consequências de não saber deixar o outro partir do que sobre amor.

E você, Viajante, como enxerga a relação entre Cathy e Heathcliff: amor ou obsessão?

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Livro: O Condo do Monte Cristo | Autor: Alexandre Dumas


Traições, denúncias anônimas, tesouros fabulosos, envenenamentos, vinganças e muito suspense. A trama de O conde de Monte Cristo traz uma emoção diferente a cada página e talvez isso explique a razão de a obra do escritor francês Alexandre Dumas ter se transformado em um clássico da literatura mundial, mexendo com a imaginação dos leitores há mais de 150 anos.

No romance, o marinheiro Edmond Dantés é preso injustamente, vítima de um complô. Anos depois, consegue escapar da prisão, enriquece e planeja uma vingança mirabolante. A galeria de personagens criada por Dumas faz um retrato fiel da França do século XIX, um mundo em transformação, em que passou a ser possível a mudança de posições sociais. As aventuras de Dantés ainda ganharam diversas versões cinematográficas que colaboraram para o sucesso da trama.

Com texto integral e a mesma tradução premiada da edição comentada e ilustrada, vencedora do Jabuti, a versão bolso de luxo ainda tem capa dura e o clássico acabamento de luxo. Tudo com um preço mais que acessível.




#Resenha | O Conde de Monte Cristo | Autor: Alexandre Dumas | Classificação: +14

Traições, injustiça, tesouros, identidades secretas e, claro, muita vingança. Comecei O Conde de Monte Cristo sabendo que estava diante de um clássico enorme, mas foi a construção da história que realmente me conquistou.

A trama acompanha Edmond Dantès, um jovem marinheiro que vê sua vida ser destruída quando é preso injustamente por causa de um complô. Depois de anos na prisão, uma descoberta muda completamente seu destino. Dantès consegue escapar, encontra uma grande fortuna e retorna ao mundo sob uma nova identidade, disposto a acertar as contas com aqueles que o traíram.

O que mais gostei na leitura foi justamente a forma como Dumas constrói essa história. São muitos personagens, relações, interesses e acontecimentos que vão se conectando ao longo da narrativa. E, mesmo com a quantidade de páginas, eu estava sempre querendo saber o que aconteceria com Dantès. Torci muito por ele e fiquei curiosa para acompanhar até onde seu plano de vingança iria chegar.

Também gostei bastante da construção dos personagens, principalmente pela transformação de Dantès. É interessante observar como tudo o que ele viveu muda sua forma de enxergar o mundo e como a vingança passa a ocupar um espaço cada vez maior em sua vida.

Mas preciso dizer que o livro também teve seus momentos de enrolação. Dumas faz algumas digressões e se demora em determinadas partes, o que deixou a leitura mais lenta para mim. Em alguns momentos, senti que a história poderia ter avançado um pouco mais rápido.

Ainda assim, foi uma experiência que valeu muito a pena. O Conde de Monte Cristo me conquistou pela trama bem construída, pelos personagens e, principalmente, pela jornada de Dantès. É uma história que faz pensar sobre justiça, vingança e sobre o quanto uma pessoa pode mudar quando passa a viver em função de acertar as contas com o passado.

E você, Viajante, já leu O Conde de Monte Cristo? Ficou torcendo por Dantès como eu?

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segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Livro: Magia Oculta | Autora: Rachel Schneider.

Cruze os mares. Domine sua força. Proteja seu coração.
O que você sacrificaria para conquistar tudo?

Com reviravoltas surpreendentes, Magia oculta é o primeiro volume de uma duologia que vai conquistar todos os leitores de fantasia.

Brynn cresceu treinando todos os dias para fazer parte da guarda. Seu maior sonho é ir para o aguardado Mercado anual no continente – a única chance de encontrar o povo inimigo que condenou a comunidade dela a viver para sempre no mar.

A viagem deveria ser apenas um rito de passagem ao lado de Kai, seu melhor amigo, mas acaba se tornando um desastre quando a jovem entra em conflito com Acker, um misterioso e atraente soldado. Agora, o tratado de paz centenário entre os dois povos está ameaçado.

Em meio a uma rebelião prestes a explodir e à chegada de um estrangeiro inesperado, Brynn descobre um mundo novo de magia, e sua lealdade é posta à prova.

Perseguida pelos segredos de sua origem e dividida por sentimentos que nunca imaginou ter, ela precisará escolher entre a verdade sobre quem é e os desejos de um coração que insiste em traí-la.


#Resenha | Magia Oculta | Rachel Schneider | Tradução: Raquel Zampil | Duração: 15h20min | Editora Arqueiro | Nota: 3,5⭐

Comecei Magia Oculta bastante interessada pela proposta e terminei com a sensação de que havia um universo muito promissor ali, mas que poderia ter sido melhor explorado.

O que mais gostei foi justamente a construção desse mundo. A história apresenta diferentes reinos, cada um com suas próprias regras e leis, além de uma ambientação muito ligada à natureza. O sistema de magia também parte dessa conexão, e achei a ideia muito interessante. Foi, sem dúvida, um dos aspectos que mais despertou minha curiosidade durante a leitura.

Por outro lado, a narrativa em primeira pessoa não funcionou para mim. Em vários momentos, achei a narração confusa e senti que isso prejudicou minha percepção da protagonista. Brynn não conseguiu me conquistar como eu esperava e, principalmente, não consegui me envolver completamente com os acontecimentos por causa dessa forma de contar a história.

A magia, que poderia ser um dos grandes destaques do livro, também deixou a desejar. Gostei da proposta, mas senti falta de uma explicação mais aprofundada e de uma exploração maior de suas possibilidades. O mesmo aconteceu com o mundo e os povos apresentados. Há uma estrutura muito interessante por trás da história, mas fiquei com a impressão de que conhecemos apenas uma parte dela.

Entre os personagens, gostei de Kai e Acker, embora Acker tenha muito mais espaço na trama. Ainda assim, algumas de suas atitudes me incomodaram, principalmente a facilidade com que confia em alguém que mal conhece, baseado mais em uma imagem idealizada de Brynn do que em quem ela realmente é.

O romance também não funcionou para mim. Achei previsível e clichê, e acredito que poderia ter sido desenvolvido de uma maneira mais natural. O ritmo, no geral, é bom, embora algumas situações tenham acontecido rápido demais.

As reviravoltas também não me surpreenderam. Não necessariamente porque fossem fáceis de prever, mas porque a narrativa não criou expectativa suficiente para que elas realmente causassem impacto.

No fim, Magia Oculta é um livro com uma ideia interessante e um universo que tem bastante potencial. Terminei a leitura sem estar exatamente satisfeita ou desesperada pela continuação, mas curiosa para descobrir o que a autora fará com tudo o que construiu até aqui.

Mas, e você Viajante, já leu Magia Oculta?
Me conte sua opinião nos comentários, vou adorar saber.