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quarta-feira, 5 de agosto de 2026
#Resenha | O Livro das Postas | Autor: Gareth Brown.
quinta-feira, 30 de julho de 2026
#Resenha | A Deusa em Chamas | Autora: R.F. Kuang.
Como encerrar uma história marcada pela guerra, pela ambição e pelas consequências das próprias escolhas? Essa foi a pergunta que me acompanhou durante toda a leitura de A Deusa em Chamas, terceiro e último volume da trilogia A Guerra da Papoula. Infelizmente, terminei o livro com a sensação de que a história andou bastante, mas não chegou exatamente a lugar nenhum.
Depois de tudo o que viveu nos volumes anteriores, Rin retorna às suas origens para liderar um povo devastado pela guerra enquanto enfrenta novos inimigos e o peso crescente do poder que carrega. R. F. Kuang continua explorando temas como colonialismo, fanatismo, poder e identidade com a mesma crueza que tornou a série tão marcante, construindo um mundo político complexo e moralmente cinzento.
No entanto, o que mais me incomodou foi a jornada de Rin. Eu esperava que todas as perdas, traições e sacrifícios dos livros anteriores resultassem em algum amadurecimento, mas senti que ela permaneceu presa ao mesmo ciclo. A protagonista continua tomando decisões impulsivas, insistindo nos mesmos erros e colecionando consequências que pareciam previsíveis. Rin continua sendo uma personagem fascinante justamente por suas contradições, mas, para mim, sua evolução ficou aquém do que a trilogia prometia.
Outro ponto que me decepcionou foi a resolução de alguns conflitos importantes. Depois de toda a construção em torno de certas ameaças ao longo da série, eu esperava confrontos memoráveis e emocionalmente impactantes. Em vez disso, algumas resoluções aconteceram de forma simples demais, sem o peso que eu imaginava para momentos tão aguardados.
Ainda assim, admiro a coragem de R. F. Kuang em manter sua proposta até o fim. A Deusa em Chamas não tenta oferecer um desfecho confortável nem romantizar a guerra. Pelo contrário, reforça que conflitos deixam cicatrizes profundas e que nem sempre existe espaço para heróis ou finais felizes.
No fim das contas, fechei o livro mais admirando a ambição da autora do que satisfeita com a conclusão. É uma trilogia que certamente vai permanecer na minha memória pela riqueza do mundo, pelos debates que provoca e pela complexidade de seus personagens, mesmo que o último volume não tenha entregado o impacto emocional que eu esperava.
E você Viajante, já leu a trilogia de A Guerra da Papoula?
Gostou do final que a autora deu para Rin e cia?
Me conte nos comentários, vou adorar saber.
quarta-feira, 24 de junho de 2026
#Resenha | A Ordem dos Mantos Prateados | Autora: L. K. Steven.
Aos seis anos, Saffron ouviu os pais serem assassinados pelos Luas de Sangue. Desde então, carrega não apenas o trauma daquela noite, mas também a culpa pela morte da mãe, acreditando ter contribuído para o que aconteceu ao girar a maçaneta da porta do cômodo onde estava escondida. Anos depois, já adulta, Saff integra a Academia dos Mantos Prateados, uma instituição onde a magia é usada para caçar e punir os criminosos mais perigosos do reino. Movida pela vingança, ela vê a chance perfeita de se aproximar de seus inimigos quando é descoberta mentindo sobre seus poderes e recebe uma escolha cruel: infiltrar-se nos Luas de Sangue e servir como informante ou ser presa e cair em desgraça. Ela, é claro, escolhe a infiltração — ainda mais depois de ter uma visão envolvendo um misterioso membro da organização.
Uma vez dentro dos Luas de Sangue, Saffron conhece Levan, filho do líder do grupo e responsável por mantê-la sob vigilância. Conforme a missão avança, ela começa a descobrir mais sobre o próprio passado e sobre seus poderes, mas cada resposta parece trazer perguntas ainda maiores.
A Ordem dos Mantos Prateados tem uma premissa muito interessante, e alguns elementos da trama realmente chamam atenção, como a motivação do líder dos Luas de Sangue e a existência de um informante infiltrado entre os Mantos Prateados. O problema, para mim, está na condução da narrativa: há muitas conveniências de roteiro, e a “sorte” de Saffron quase sempre favorece a protagonista, o que tira parte da tensão e enfraquece o impacto de certas situações.
O romance entre Saffron e Levan também não me convenceu. A relação entre os dois se desenvolve rápido demais e sem uma base forte o suficiente para sustentar a intensidade que a história tenta atribuir a ela. Faltou construção, conexão e até um motivo mais consistente para esse envolvimento acontecer.
Ainda assim, o último capítulo entrega um ritmo frenético e deixa um gancho forte para a continuação — principalmente pela possibilidade de acompanhar mais do ponto de vista de Levan, o que, para mim, foi um dos elementos que mais despertou curiosidade para o próximo volume.
E você, Viajante, já leu A Ordem dos Mantos Prateados? Me conta o que achou — vou adorar saber sua opinião.

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