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terça-feira, 20 de outubro de 2026

#opinião | Da Magia à Sedução - Alice Hoffman.

 


Autora: Alice Hoffman
Tradução: Denise de Carvalho Rocha
Editora: Jangada
Páginas: 288
Classificação: 16+
Nota: 3,5/5 ⭐


Quando comecei Da Magia à Sedução, fui com as expectativas de quem ama o filme. Queria reencontrar aquele universo mágico, as irmãs Owens e a atmosfera tão particular que me conquistou na tela. E, de certa forma, encontrei tudo isso, mas sob uma nova perspectiva.

Gostei muito de conhecer melhor a família Owens e, principalmente, de encontrar as filhas da Sally com mais espaço na história. No filme, elas mal aparecem, enquanto o livro nos permite conhecer outras camadas desse universo familiar.

Também gostei bastante da maneira como Alice Hoffman conduz a narrativa. A autora tem um jeito próprio de contar essa história, e foi muito interessante reconhecer elementos que eu já conhecia enquanto descobria novos caminhos.

Mas confesso que passei a leitura esperando uma cena específica: a união das mulheres para ajudar a salvar a Gillian. Como amo o filme, aquele momento ficou marcado na minha memória, e senti falta de reencontrar nas páginas toda aquela força feminina, a cumplicidade e a magia que tornam a cena tão especial.

No fim, encontrei uma história igual, mas diferente! Foi uma leitura que me permitiu voltar a um universo querido e conhecê-lo melhor, mesmo sem encontrar tudo aquilo que eu esperava.

O livro tem seus próprios encantos e merece ser apreciado por aquilo que oferece. Ainda assim, meu coração continua guardando um lugar especial para a adaptação cinematográfica.

✨ Uma história conhecida, novas descobertas e algumas saudades do filme.

E você, Viajante, já leu o livro ou assistiu ao filme Da Magia à Sedução?
Me conte nos comentários! Vou adorar conhecer sua opinião.

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Resenha: Bruxa Rebelde — Kristen Ciccarelli.

Sinopse: Rune Winters está fugindo depois que Gideon Sharpe, o homem que ela amava, revelou sua identidade e a entregou aos inimigos. Para sobreviver, ela precisa se aliar a uma bruxa poderosa que pretende conquistar a República e restaurar o antigo Reinado das Bruxas.

Gideon, por sua vez, está determinado a impedir que isso aconteça e acredita que todas as bruxas precisam morrer — inclusive Rune. Mas, quando ela lhe faz uma proposta que ele não pode recusar, os dois precisam unir forças em um plano perigoso.

A proximidade faz Gideon perceber que seus sentimentos por Rune não desapareceram. Ele então precisa escolher entre sacrificar a mulher que ama para impedir que uma ameaça tome o poder ou deixá-la viver e correr o risco de perder o mundo pelo qual lutou. 



“O amor nunca foi tão mortal.”


#Resenha | Bruxa Rebelde | Kristen Ciccarelli | Tradução: Carolina Rodrigues | Páginas: 416 | Editora Arqueiro | Nota: 4⭐

Depois de uma longa jornada até finalmente concluir essa leitura, posso dizer que Bruxa Rebelde foi uma experiência que gostei bastante. Não foi uma leitura perfeita para mim, mas teve personagens e uma relação que fizeram toda a diferença.

A história começa com Rune fugindo depois de ser traída por Gideon, o homem que amava e que a entregou aos inimigos. Agora, os dois estão em lados opostos: ela precisa sobreviver e impedir que uma nova ameaça tome o poder, enquanto ele acredita que precisa acabar com todas as bruxas — inclusive Rune.

E é justamente aí que a história fica interessante, porque, apesar de tudo o que aconteceu entre eles, os sentimentos continuam ali. Quando os dois precisam unir forças novamente, a proximidade faz com que Gideon perceba que talvez não seja tão simples apagar o que sente por ela.

Gostei muito de acompanhar a história pelos pontos de vista de Rune e Gideon. Essa alternância funcionou muito bem para mim, principalmente porque tornou a dinâmica entre os dois ainda mais interessante. Saber o que cada um estava pensando e sentindo enquanto tentavam lidar com tudo o que aconteceu entre eles foi, sem dúvida, um dos pontos altos da leitura.

E falando neles: eu adorei os protagonistas! Rune e Gideon foram, para mim, o grande destaque da história. A relação entre os dois tem aquela mistura de mágoa, desconfiança, sentimentos mal resolvidos e, claro, muita tensão. E o romance foi uma das partes que mais gostei.

Inclusive, fica aqui a minha reclamação oficial: eu queria MAIS Rune e Gideon. 😂

Também senti falta de um pouco mais de espaço para os personagens secundários. Alguns deles tinham potencial para serem mais explorados e acredito que isso teria deixado a história ainda mais rica. Em alguns momentos, tive a sensação de que havia personagens e situações interessantes que poderiam ter recebido um pouco mais de atenção.

Outro ponto que me incomodou foi o ritmo. A história é dinâmica e consegue prender, mas em alguns momentos senti que a narrativa se alongava mais do que precisava. E, curiosamente, quando finalmente chegamos ao final, aconteceu justamente o contrário: tudo pareceu rápido demais.

Depois de acompanhar toda essa jornada, eu queria mais tempo para absorver os acontecimentos, entender melhor suas consequências e, principalmente, acompanhar um pouco do que veio depois. Senti falta daquele pequeno espaço para respirar e me despedir dos personagens.

Ainda assim, o final funciona e encerra a história de uma maneira satisfatória. Talvez não tenha entregado exatamente o encerramento que eu gostaria, mas conseguiu deixar aquela sensação de que a jornada chegou ao fim.

E, considerando o tempo que levei para finalmente terminar esse livro, confesso que também veio aquela sensação de: “Pronto. Missão cumprida.” 😂

No geral, Bruxa Rebelde foi uma leitura que gostei especialmente pelos protagonistas, pelo romance e pela dinâmica entre Rune e Gideon. Algumas coisas poderiam ter sido mais desenvolvidas, principalmente os personagens secundários e o desfecho, mas a relação dos protagonistas conseguiu me conquistar.

No fim, fiquei com a sensação de que gostei mais de Rune e Gideon do que de algumas escolhas da própria história — e talvez essa seja a melhor forma de resumir minha experiência com o livro.


segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Livro: O Morro dos Ventos Uivantes | Autora: Emily Brontë.



O Morro dos Ventos Uivantes (1847), obra-prima da inglesa Emily Brontë, é um dos grandes clássicos da literatura mundial. Adaptado para o cinema inúmeras vezes, a história do amor intenso e turbulento entre Cathy e Heathcliff continua a arrebatar os leitores década após década. A narrativa se desenvolve na região inóspita onde se encontra a mansão que dá nome à obra, e possui traços góticos que aproximarão o leitor moderno. Cathy e Heathcliff desenvolvem, logo que se conhecem, uma afinidade que ultrapassa as convenções sociais, as diferenças de gênero e até a morte. 





#Resenha | O Morro dos Ventos Uivantes | Autora: Emily Brontë | Tradução: Ana Maria Chaves | Narração: Ana Maria Moraes | Duração: 12h38min | Editora: Martin Claret | Nota: 5⭐

Clássico da literatura, O Morro dos Ventos Uivantes traz uma história de obsessão disfarçada de amor, com personagens ambíguos, narcisistas e destrutivos.

Ao procurar abrigo de uma tempestade em Wuthering Heights, Lockwood, novo inquilino da região, acaba descobrindo uma história sombria de rancor, vingança e uma obsessão que atravessou gerações. É pela voz de Nelly, governanta da casa e testemunha da história desde a infância de Cathy e Heathcliff, que conhecemos grande parte dessa trama. E ela está longe de ser uma narradora imparcial, já que seus próprios julgamentos e preconceitos influenciam a forma como enxergamos os acontecimentos.

Cathy é egoísta, impulsiva e manipuladora. Ela sabe o que quer, mas muitas vezes toma decisões pensando primeiro em si mesma, mesmo quando sabe que pode machucar outras pessoas.

Heathcliff, por outro lado, cresce sendo desprezado e vítima de preconceito, o que ajuda a explicar, mas não justifica, a crueldade que desenvolve ao longo da história. Sua relação com Cathy é intensa, mas também marcada por ressentimento, rejeição e vingança.

E foi justamente isso que mais me chamou a atenção: Cathy e Heathcliff não são um casal para ser romantizado. Eles têm uma conexão muito forte, mas intensidade não significa amor saudável. Eles se desejam, se ferem, se manipulam e acabam levando outras pessoas para dentro das consequências de suas escolhas.

Também gostei muito da atmosfera da narrativa. A região inóspita, o clima sombrio e os elementos góticos combinam perfeitamente com a história e parecem refletir os próprios personagens.

A leitura pode exigir um pouco mais de paciência por causa da linguagem e do ritmo da época, mas, para mim, valeu a pena. Mesmo com personagens difíceis e cheios de defeitos, é uma história fascinante e que se tornou uma das minhas favoritas da vida.

No fim, O Morro dos Ventos Uivantes é muito mais uma história sobre obsessão e as consequências de não saber deixar o outro partir do que sobre amor.

E você, Viajante, como enxerga a relação entre Cathy e Heathcliff: amor ou obsessão?