A vitória na Terceira Guerra da Papoula não trouxe paz, apenas cinzas. Em A República do Dragão, encontramos uma Fang Runin devastada pela culpa e pelo vício em ópio, tentando sobreviver enquanto busca vingança contra a Imperatriz que a traiu.
A trama começa com Rin trabalhando para a Rainha dos Piratas em troca de um exército — uma aliança que logo se revela uma armadilha. Capturada por seu antigo rival, Nezha, ela é levada à Província do Dragão. Lá, Rin se deixa seduzir pelas promessas de Vaisra, pai de Nezha, que planeja um levante para instaurar uma república. Mas, nesse jogo político, a lealdade é uma moeda barata e nada é o que parece.
Preciso ser sincera com vocês, Viajantes: a Rin continua sendo a mesma personagem cabeça dura, impulsiva e, muitas vezes, imatura. É frustrante ver como ela parece não ter aprendido nada com os erros catastróficos do passado. Mesmo tendo ao seu lado o Kitay — que é a personificação da razão e do equilíbrio —, ela se recusa a ouvir quem realmente se importa com ela.
Outro ponto que me deixou com um sabor amargo foi o Cike. Um esquadrão com tanto potencial, com personagens tão intrigantes, mas que sinto ter sido desperdiçado de forma leviana na narrativa. Esperava muito mais entrega de uma unidade de elite tão poderosa.
R.F. Kuang continua entregando uma história visceral sobre os horrores da guerra e as maquinações políticas, mas este volume foca muito mais na desconstrução (e autodestruição) da nossa protagonista. Uma leitura densa, necessária para quem quer terminar a trilogia, mas que exige paciência com as escolhas de Rin.
E você, Viajante? Já sentiu vontade de entrar no livro e dar um "chacoalhão" na protagonista para ela acordar para a vida? Me conta nos comentários! 👇
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