
Após um longo e violento conflito, Paladia tem uma nova classe dominante, formada por guildas corruptas e necromantes depravados. Suas criaturas vis e mortas-vivas foram essenciais para a vitória na guerra, e o uso da necromancia se tornou o modus operandi.
Os novos governantes mantêm Helena em cativeiro. De acordo com os registros, ela era uma figura de pouca importância na hierarquia. Mas, quando seus carcereiros descobrem que a memória da prisioneira foi alterada, surge a dúvida se o papel dela na Resistência era tão irrelevante quanto se imaginava. Talvez o esquecimento esconda algo poderoso, o gatilho para uma ofensiva derradeira.
Para revelar o que as profundezas sombrias de sua memória ocultam, a mulher é enviada ao comando de um dos mais implacáveis necromantes do novo mundo. Aprisionada em meio a ruínas, Helena luta para proteger seu passado perdido e preservar os últimos resquícios de quem foi um dia. Mas o martírio está apenas começando, pois sua prisão e seu captor têm os próprios segredos… E ela terá que desvendá-los. Custe o que custar.
Informações técnicas:960 páginas
Classificação indicativa 18+
Tradução de Helen Pandolfi, Laura Pohl e Ulisses Teixeia
Gênero: Fantasia sombria, Ficção Cientifica e Romance
ISNB 978-85-510-1305-2
Lançado em 26 setembro 2025.
Helena Marino é uma promissora alquimista e curandeira que se torna prisioneira de guerra. No entanto, sua condição vai muito além das grades e da vigilância constante: Helena desperta sem memória, incapaz de lembrar como chegou ali ou o que aconteceu com seus amigos e companheiros da Resistência.
Como se isso não fosse suficiente, seu carcereiro é Kaine Ferron, um poderoso necromante que nutre um desprezo antigo pela protagonista. A relação entre os dois é marcada desde o início por tensão, desconfiança e um desequilíbrio de poder impossível de ignorar.
Presa na mansão Ferron, Helena passa a ser objeto de experimentos conduzidos por Stroud, uma cientista e alquimista cruel, serva fiel de Morrough, o Alto Necromante e líder do regime vigente. O interesse deles não se limita ao poder de Helena, mas sobretudo ao que foi apagado de sua mente — e ao motivo pelo qual essas memórias precisaram desaparecer.
Durante os dias em cárcere, Helena se agarra à esperança de que seus amigos ainda estejam vivos, de que consigam encontrá-la e, talvez, resgatá-la. Essa expectativa sustenta tanto a personagem quanto o leitor, mesmo diante de um cenário cada vez mais opressivo.
No meio do livro, a narrativa retorna ao passado, antes da perda de memória de Helena, e é nesse ponto que a história se torna ainda mais dolorosa. As peças começam a se encaixar, e o impacto emocional é intensificado pelo fato de já sabermos onde aquelas escolhas irão terminar.
A estrutura narrativa escolhida por SenLinYu — apresentar primeiro o presente fragmentado e depois reconstruir o passado — funciona de forma extremamente eficaz. Quando as duas linhas do tempo finalmente se encontram, o leitor já está emocionalmente envolvido, torcendo por qualquer resquício de esperança.
Temas centrais e gatilhos


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