Adeline LaRue nasceu em uma época em que mulheres não tinham voz nem escolhas. Às vésperas de um casamento arranjado por seus pais, Addie, desesperada para fugir do destino que lhe foi imposto, adentra a floresta próxima à sua casa e faz um pacto que mudará sua vida para sempre — de formas que ela jamais poderia imaginar.
Com o passar do tempo, Addie descobre as peculiaridades de sua condição: ela sente fome, mas não precisa comer; sente frio, mas não adoece; observa o mundo seguir em frente enquanto permanece presa à eternidade. Entre dores, perdas e breves momentos de encanto, trezentos anos se passam. Ao longo desse tempo, Addie aprende a sobreviver explorando cada pequena brecha de sua maldição.
Impedida de ser lembrada, ela tenta deixar sua marca no mundo de outras formas — por meio de inspirações sutis que dão origem a músicas, pinturas e obras de arte. Sua existência torna-se invisível, mas não vazia de significado.
Tudo muda quando, certo dia, Addie entra em uma livraria e conhece Henry, um jovem atormentado por seus próprios pensamentos sombrios. Quando ele diz as palavras impossíveis — “eu me lembro de você” —, Addie se agarra a essa rara e preciosa chance de ser vista, lembrada e amada. Determinada a entender por que Henry é diferente, ela passa a viver intensamente cada instante ao seu lado.
A história de Addie é marcada por tristeza, solidão e sofrimento, mas também por lampejos de felicidade. Ao se aproximar de Henry, ela deposita nele a esperança de que sua maldição possa ser quebrada. No entanto, à medida que a verdade vem à tona e o motivo pelo qual ele se lembra dela é revelado, o coração do leitor — já sensível — se parte de vez.
Addie é uma personagem teimosa, resiliente e de personalidade forte, difícil de ser quebrada pelo tempo. Henry, por sua vez, é doce, vulnerável e desesperado por amor e aceitação. O encontro dos dois não acontece por acaso, e Addie se vê diante de uma escolha dolorosa, que coloca em conflito liberdade, amor e o preço de existir.
A Vida Invisível de Addie LaRue é uma narrativa poética sobre memória, identidade e o desejo humano de deixar marcas no mundo — mesmo quando ninguém se lembra de que estivemos aqui.


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