Silêncio | Autora: Richelle Mead | Tradução:
Guilherme Miranda | Editora: Intrínseca | Páginas: 288 | Classificação: +14
Fei é uma artista responsável por registrar a história de sua vila através da arte. É em meio a essa rotina de silêncio que o impossível acontece: ela acorda e descobre que pode ouvir. Mas, antes mesmo de entender essa nova realidade, uma crise terrível se abate sobre sua vida: além da surdez, as pessoas começaram a perder também a visão. Ao ver que sua própria irmã é uma das afetadas, Fei percebe que não pode mais ficar parada.
O som, antes um conceito inexistente, torna-se sua maior ferramenta. Ao lado de Li Wei, um minerador e amigo de infância, ela decide desrespeitar as leis e descer a montanha para descobrir por que os suprimentos de comida estão escassos.
O que eles encontram no vale de Beiguo é uma verdade amarga sobre ganância e controle. A jornada de Fei deixa de ser apenas sobre sobrevivência e passa a ser sobre revolução. Ela descobre que o verdadeiro inimigo não é a perda dos sentidos, mas quem se aproveita da vulnerabilidade de um povo para mantê-lo escravizado.
A narrativa de Richelle Mead tem um ritmo mais lento, focando na construção desse mundo sensorial e nas emoções da protagonista, mas não chega a ser maçante. Pelo contrário, a escrita nos envolve na descoberta de Fei sobre o vale de Beiguo e a verdade amarga sobre a ganância do Rei local.
É uma fantasia sensível sobre descobrir a própria voz — literalmente — e entender que o verdadeiro inimigo não é a perda dos sentidos, mas quem se aproveita do silêncio de um povo para mantê-lo sob controle.
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