Traições, injustiça, tesouros, identidades secretas e, claro, muita vingança. Comecei O Conde de Monte Cristo sabendo que estava diante de um clássico enorme, mas foi a construção da história que realmente me conquistou.
A trama acompanha Edmond Dantès, um jovem marinheiro que vê sua vida ser destruída quando é preso injustamente por causa de um complô. Depois de anos na prisão, uma descoberta muda completamente seu destino. Dantès consegue escapar, encontra uma grande fortuna e retorna ao mundo sob uma nova identidade, disposto a acertar as contas com aqueles que o traíram.
O que mais gostei na leitura foi justamente a forma como Dumas constrói essa história. São muitos personagens, relações, interesses e acontecimentos que vão se conectando ao longo da narrativa. E, mesmo com a quantidade de páginas, eu estava sempre querendo saber o que aconteceria com Dantès. Torci muito por ele e fiquei curiosa para acompanhar até onde seu plano de vingança iria chegar.
Também gostei bastante da construção dos personagens, principalmente pela transformação de Dantès. É interessante observar como tudo o que ele viveu muda sua forma de enxergar o mundo e como a vingança passa a ocupar um espaço cada vez maior em sua vida.
Mas preciso dizer que o livro também teve seus momentos de enrolação. Dumas faz algumas digressões e se demora em determinadas partes, o que deixou a leitura mais lenta para mim. Em alguns momentos, senti que a história poderia ter avançado um pouco mais rápido.
Ainda assim, foi uma experiência que valeu muito a pena. O Conde de Monte Cristo me conquistou pela trama bem construída, pelos personagens e, principalmente, pela jornada de Dantès. É uma história que faz pensar sobre justiça, vingança e sobre o quanto uma pessoa pode mudar quando passa a viver em função de acertar as contas com o passado.
E você, Viajante, já leu O Conde de Monte Cristo? Ficou torcendo por Dantès como eu?
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