Aos seis anos, Saffron ouviu os pais serem assassinados pelos Luas de Sangue. Desde então, carrega não apenas o trauma daquela noite, mas também a culpa pela morte da mãe, acreditando ter contribuído para o que aconteceu ao girar a maçaneta da porta do cômodo onde estava escondida. Anos depois, já adulta, Saff integra a Academia dos Mantos Prateados, uma instituição onde a magia é usada para caçar e punir os criminosos mais perigosos do reino. Movida pela vingança, ela vê a chance perfeita de se aproximar de seus inimigos quando é descoberta mentindo sobre seus poderes e recebe uma escolha cruel: infiltrar-se nos Luas de Sangue e servir como informante ou ser presa e cair em desgraça. Ela, é claro, escolhe a infiltração — ainda mais depois de ter uma visão envolvendo um misterioso membro da organização.
Uma vez dentro dos Luas de Sangue, Saffron conhece Levan, filho do líder do grupo e responsável por mantê-la sob vigilância. Conforme a missão avança, ela começa a descobrir mais sobre o próprio passado e sobre seus poderes, mas cada resposta parece trazer perguntas ainda maiores.
A Ordem dos Mantos Prateados tem uma premissa muito interessante, e alguns elementos da trama realmente chamam atenção, como a motivação do líder dos Luas de Sangue e a existência de um informante infiltrado entre os Mantos Prateados. O problema, para mim, está na condução da narrativa: há muitas conveniências de roteiro, e a “sorte” de Saffron quase sempre favorece a protagonista, o que tira parte da tensão e enfraquece o impacto de certas situações.
O romance entre Saffron e Levan também não me convenceu. A relação entre os dois se desenvolve rápido demais e sem uma base forte o suficiente para sustentar a intensidade que a história tenta atribuir a ela. Faltou construção, conexão e até um motivo mais consistente para esse envolvimento acontecer.
Ainda assim, o último capítulo entrega um ritmo frenético e deixa um gancho forte para a continuação — principalmente pela possibilidade de acompanhar mais do ponto de vista de Levan, o que, para mim, foi um dos elementos que mais despertou curiosidade para o próximo volume.
E você, Viajante, já leu A Ordem dos Mantos Prateados? Me conta o que achou — vou adorar saber sua opinião.



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