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quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Resenha: Bruxa Rebelde — Kristen Ciccarelli.

Sinopse: Rune Winters está fugindo depois que Gideon Sharpe, o homem que ela amava, revelou sua identidade e a entregou aos inimigos. Para sobreviver, ela precisa se aliar a uma bruxa poderosa que pretende conquistar a República e restaurar o antigo Reinado das Bruxas.

Gideon, por sua vez, está determinado a impedir que isso aconteça e acredita que todas as bruxas precisam morrer — inclusive Rune. Mas, quando ela lhe faz uma proposta que ele não pode recusar, os dois precisam unir forças em um plano perigoso.

A proximidade faz Gideon perceber que seus sentimentos por Rune não desapareceram. Ele então precisa escolher entre sacrificar a mulher que ama para impedir que uma ameaça tome o poder ou deixá-la viver e correr o risco de perder o mundo pelo qual lutou. 



“O amor nunca foi tão mortal.”


#Resenha | Bruxa Rebelde | Kristen Ciccarelli | Tradução: Carolina Rodrigues | Páginas: 416 | Editora Arqueiro | Nota: 4⭐

Depois de uma longa jornada até finalmente concluir essa leitura, posso dizer que Bruxa Rebelde foi uma experiência que gostei bastante. Não foi uma leitura perfeita para mim, mas teve personagens e uma relação que fizeram toda a diferença.

A história começa com Rune fugindo depois de ser traída por Gideon, o homem que amava e que a entregou aos inimigos. Agora, os dois estão em lados opostos: ela precisa sobreviver e impedir que uma nova ameaça tome o poder, enquanto ele acredita que precisa acabar com todas as bruxas — inclusive Rune.

E é justamente aí que a história fica interessante, porque, apesar de tudo o que aconteceu entre eles, os sentimentos continuam ali. Quando os dois precisam unir forças novamente, a proximidade faz com que Gideon perceba que talvez não seja tão simples apagar o que sente por ela.

Gostei muito de acompanhar a história pelos pontos de vista de Rune e Gideon. Essa alternância funcionou muito bem para mim, principalmente porque tornou a dinâmica entre os dois ainda mais interessante. Saber o que cada um estava pensando e sentindo enquanto tentavam lidar com tudo o que aconteceu entre eles foi, sem dúvida, um dos pontos altos da leitura.

E falando neles: eu adorei os protagonistas! Rune e Gideon foram, para mim, o grande destaque da história. A relação entre os dois tem aquela mistura de mágoa, desconfiança, sentimentos mal resolvidos e, claro, muita tensão. E o romance foi uma das partes que mais gostei.

Inclusive, fica aqui a minha reclamação oficial: eu queria MAIS Rune e Gideon. 😂

Também senti falta de um pouco mais de espaço para os personagens secundários. Alguns deles tinham potencial para serem mais explorados e acredito que isso teria deixado a história ainda mais rica. Em alguns momentos, tive a sensação de que havia personagens e situações interessantes que poderiam ter recebido um pouco mais de atenção.

Outro ponto que me incomodou foi o ritmo. A história é dinâmica e consegue prender, mas em alguns momentos senti que a narrativa se alongava mais do que precisava. E, curiosamente, quando finalmente chegamos ao final, aconteceu justamente o contrário: tudo pareceu rápido demais.

Depois de acompanhar toda essa jornada, eu queria mais tempo para absorver os acontecimentos, entender melhor suas consequências e, principalmente, acompanhar um pouco do que veio depois. Senti falta daquele pequeno espaço para respirar e me despedir dos personagens.

Ainda assim, o final funciona e encerra a história de uma maneira satisfatória. Talvez não tenha entregado exatamente o encerramento que eu gostaria, mas conseguiu deixar aquela sensação de que a jornada chegou ao fim.

E, considerando o tempo que levei para finalmente terminar esse livro, confesso que também veio aquela sensação de: “Pronto. Missão cumprida.” 😂

No geral, Bruxa Rebelde foi uma leitura que gostei especialmente pelos protagonistas, pelo romance e pela dinâmica entre Rune e Gideon. Algumas coisas poderiam ter sido mais desenvolvidas, principalmente os personagens secundários e o desfecho, mas a relação dos protagonistas conseguiu me conquistar.

No fim, fiquei com a sensação de que gostei mais de Rune e Gideon do que de algumas escolhas da própria história — e talvez essa seja a melhor forma de resumir minha experiência com o livro.


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